sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Motivo – Gustavo Zaraya
O homem sente seu rebuliço
Quando há o nada
Dentro dele.
Sente algo muito estranho
Na frieza amarga –
Que não é fria, mas sim cinza,
Cheia de auroras prometidas
Na vontade imensa de viver
O silêncio que lhe preenche
Na vontade de sonhar.
Na necessidade de sonhar.
Necessidade essa
Que faz com que sempre haja
Para o homem o infinito
Esperando-lhe
Num grão de terra. Num grão de fogo.
Numa força que um dia
Já foi amor e que hoje é um desejo
No pleno não pensar –
O oposto do que é realmente amor:
Essa verdade da razão
Demonstrada pela alma.
Ainda chegará esse tempo.
Tempo em que a Ordem
Será Paixão
E a Paixão será Ordem.
Intrínseca ao homem no que chamamos
Humanidade.
Ela é sentida quando há
Realmente o frescor dentro
Do homem.
Quando não há mais sofrimento,
Mas sim a lembrança;
Assim nascerá o amor pelas
Coisas humanas que se perdem
Nos gases lacrimogêneos
Para serem encontradas
Até na mais sutil das lágrimas,
Mas principalmente naquela lágrima
Que mostrar mais humildade.
Coisas essas que ainda visitaremos,
Novos, como a aurora nova
Dos nossos verdadeiros sonhos,
Numa Era em que amaremos sem precisar
Saber amar.
Porque o que chamamos de sonho
Contém naturalmente amor;
E o verbo amar é a maior demonstração
Que há ação numa força ainda maior
Chamada esperança.
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